| Construir um site para a Web significa
muito além de simplesmente desenhar páginas e hospedá-las em um servidor.
Existem ferramentas específicas que cuidam da atualização de dados no site
e outras que ajudam no desenvolvimento contínuo de novos recursos que são
adicionados a um site que já está no ar. Em
parte, programas avançados como o Dreamweaver cumpre algumas dessas funções,
mas nos casos em que a atualização de dados deve ser dinâmica, é necessário
um sistema que cria e mantém aplicativos on-line. Vamos apresentar adiante
um software híbrido, que serve tanto para elaborar o layout de um novo site,
quanto fazer dele um sistema que agrega aplicativos genéricos para entregar
informações via Web. O IBM WebSphere
Studio 3.0 é mais que um programa para edição de páginas da Web. A nomenclatura
Studio se deve ao fato do pacote oferecer várias ferramentas para edição
de recursos da Web, como GIFs animados, imagens e integração com servidor
de aplicativos para manipulação de bases de dados.
O WebSphere Studio também possui funções de gerenciamento e manutenção de
sites que o tornam um dos mais completos pacotes para cuidar de todos os
aspectos da construção de um site na Web.
Talvez por esse motivo, o WebSphere seja bem mais caro que as ferramentas
de edição analisadas no teste. Seu preço é de R$ 1.066,58.
Ele não é apropriadamente comparável
aos outros pacotes, pois sua função principal não é o de desenho de páginas,
mas o de desenvolvimento e gerenciamento de aplicativos baseados na Web.
Um de seus módulos, entretanto, o Page Designer, cria páginas e funciona
de forma semelhante aos outros editores. O usuário pode alternar entre
a visão do código HTML e scripts, edição gráfica da página e pré-visualização.
O Page Designer é bastante funcional, mas não oferece certas facilidades
como organização de código em outline e ajuda durante a digitação de sentenças.
Além de HTML, DHTML e Java
Script, o WebSphere trabalha com JSP, JavaServer Pages, para processamento
de rotinas. A área de trabalho é característica de um ambiente de programação,
com opção de depuração de código e testes, que podem ser feitos local
ou remotamente. Um dos pontos
fortes nesse software é sua orientação para editar páginas que manipulam
bancos de dados. Existem assistentes que ajudam a gerar automaticamente
código para acesso a dados e atualização de bases. Uma cópia do WebSphere
Application Server é fornecida no pacote Studio, para que os aplicativos
em desenvolvimento possam ser testados. Com o módulo Applet Designer,
é possível criar visualmente novos applets Java que podem ser adicionados
ao aplicativo.
O WebSphere possui, ainda, recursos que
são destinados a equipes de programadores que trabalham em um mesmo projeto,
ajudando na administração dos recursos, distribuição de atividades e gerenciamento
de versões. Ele pode ser executado no Windows 95, 98, NT e 2000. Selecionamos
alguns dos melhores utilitários freeware e shareware para desenho de páginas.
Se você não quiser pagar por um dos programas comerciais analisados nesta
edição, experimente as ferramentas descritas abaixo. Excluindo o Arachnophilia
e o First Page, que são inteiramente gratuitos, os demais são do tipo
shareware, oferecendo recursos ou serviços extras quando o usuário paga
pelo registro. Mas esteja prevenido: ainda que sejam interessantes, essas
ferramentas possuem limitações e, numa pontuação geral, todos os produtos
analisados no teste comparativo foram bem superiores a estes utilitários.
40tude HTML 3.1 http://www.40tude.com
O 40tude HTML tem um pouco de tudo
para editar páginas. Ele não faz a edição visualmente, mas inclui assistentes
de criação de páginas e um curioso recurso de auxílio para escrever
código HTML. Quando o usuário demora um certo tempo para completar a
digitação de uma sentença, o recurso CodeQuick mostra uma lista com
as palavras-chave que cabem no contexto, bastando o usuário escolher
uma delas para o código se completar. Nessa lista, cada termo é acompanhado
de pequenos ícones que indicam sua compatibilidade com cada versão de
HTML e de navegador. O 40tude HTML tem gerenciador de projetos e anotações
para controle de tarefas pendentes.
40tude GoLivre http://www.adobe.com
O número quatro para a versão do
GoLive pode sugerir que esse programa da Adobe é relativamente antigo.
Na verdade, não é. O GoLive foi adquirido pela Adobe no final de 1998,
época em que era implementado exclusivamente para a plataforma Macintosh.
O GoLive 4.0, cuja atualização 4.0.1 está sendo atualmente comercializada,
é a primeira versão liberada para Windows. O
GoLive não é propriamente um programa para quem quer fazer sua primeira
página Web. Trata-se de uma ferramenta indicada para profissionais que
se dedicam ao desenvolvimento de sites e que têm alguma experiência
prévia. Podemos afirmar que seu concorrente mais imediato é o Dreamweaver,
da Macromedia, e não o Microsoft FrontPage, como algumas pessoas podem
imaginar.
Ele não se baseia em assistentes
para criar estruturas de páginas ou sites inteiros, mas aceita operações
de arrastar-e-soltar para adicionar elementos às páginas. O GoLive é
compatível com os principais padrões da Web, incluindo HTML 4.0, ASP,
Java Script, HTML dinâmica, XML e estilos CSS (Cascading Style Sheet).
Essa abertura permite a criação de sites interativos e com características
de animação, simplesmente arrastando componentes das paletas ou bibliotecas
para o site em construção. Para
editar código HTML, o GoLive tem um editor integrado e bem organizado.
Ele possui um recurso de hierarquia das sentenças, com o qual é possível
agrupar várias linhas, para esconder ou mostrar detalhes, facilitando
a navegação pela página codificada.
Outra facilidade é a validação das
sentenças; com ela, as instruções não reconhecidas são assinaladas.
Por ter tradição com sistemas
da Apple, o GoLive inclui grande integração com o QuickTime 3.0, para
criar e editar pequenos filmes, inserindo-os nos sites. Para trabalhar
com DHTML, os objetos podem ser gerenciados por uma linha de tempo,
que distribui o período de execução e a entrada de cada elemento, de
forma semelhante a um programa de animação. A
HTML dinâmica também permite que o usuário crie formas de navegação
diferentes de simples links entre as páginas. Os botões Rollover, por
exemplo, podem mudar de aparência com a movimentação do mouse sobre
ele ou podem disparar ações de multimídia, como a execução de um filme
ou som.
Dos programas analisados, o GoLive
é um dos que está melhor preparado para trabalhar com sites dinâmicos,
de conteúdo direcionado mais a imagens e vídeo do que texto puro. Essa
orientação à multimídia acaba por tornar o programa um pouco deficiente
em aplicações comerciais. Para manipular dados, por exemplo, o GoLive
não tem recursos adequados, como integração com banco de dados. Mesmo
o código ASP que pode ser adicionado ao site apresenta limitações para
ser manipulado dentro do programa da Adobe, inviabilizando seu uso para
a construção de sites de conteúdo dinâmico baseado em banco de dados.
A Adobe anunciou que o GoLive
5 será lançado ainda neste semestre. A futura versão promete maior integração
com outros produtos da empresa, como importação de elementos criados
no Adobe Photoshop, Illustrator e LiveMotion.
Allaire HomeSite http://www.alaire.com
O HomeSite é o que podemos chamar de
ferramenta de edição HTML. Para quem deseja ter o domínio sobre a codificação
de cada página de um site, esse programa da Allaire é a melhor saída.
O HomeSite 4.5, portanto,
é interessante para os que preferem trabalhar diretamente com a codificação
ou que precisam apurar o código de uma página já pronta, editando scripts
ou parâmetros especiais de HTML. Ele não é recomendado para quem quer
criar um site novo, a partir do nada, sem experiência alguma em programação.
Em compensação, os recursos de edição incluídos no HomeSite são versáteis
e não têm equivalência nos demais programas aqui analisados. A
interface do HomeSite é típica de programadores que gostam de ter tudo
à mão. A janela principal pode ser particionada em vários quadros, cada
um mostrando a visão de um recurso ou resultado.
De forma bastante curiosa e incrivelmente
bem organizada, o HomeSite consegue arranjar nada menos do que quatro
diferentes barras de ferramentas, cinco conjuntos de abas para paginar
recursos e quatro áreas de conteúdo. Só
para se ter uma idéia do que o HomeSite mostra na mesma interface, sem
contar as caixas de diálogo, considere que, com ele, o usuário explora
arquivos e pastas de um disco local ou remoto, consulta o sistema de
ajuda do programa, gerencia projetos, edita HTML ou a página em WYSIWYG,
passeia no site em construção com um navegador embutido, valida a sintaxe
da codificação, confere se os links estão com alguma pendência, verifica
o andamento de uma operação de FTP, entre outras inúmeras tarefas. No
código-fonte de uma página, o HomeSite não agrupa automaticamente as
linhas de uma mesma sentença ou suas sub-instruções, como acontece no
GoLive e Fusion, por exemplo.
Mas o programador pode selecionar um
conjunto qualquer de linhas e reduzi-lo a um botão que expande ou esconde
detalhes do código. O HomeSite
oferece alguns modelos e assistentes para facilitar a construção de
certos recursos nas páginas. Esses recursos, porém, não podem ser comparados
aos fornecidos no FrontPage, por exemplo, pois eles apenas automatizam
pequenas tarefas e não são generalizados. Qualquer página que o usuário
cria no HomeSite pode ser gravada como um template, para reutilização
como modelo em outras páginas. Isso é tudo o que o programa desenvolve
com relação a templates. Dentre os assistentes disponíveis, há os que
auxiliam na formatação de tabelas e frames ou na inclusão de controles
para execução de RealAudio.
Trechos de código podem ser gravados
e compartilhados entre outros projetos e usuários. Esse é um recurso
que, quando devidamente utilizado, pode ser aplicado para estabelecer
estilos de formatação ou padronização de layouts, características que
o Dreamweaver e o FrontPage implementam de forma mais intuitiva.
HomeSite aproveita recursos do Windows e do MS Office, caso ele esteja
instalado, para adicionar funcionalidades extras, como correção ortográfica
e clipboard múltiplo, ou seja, várias áreas de transferência que armazenam
seqüências de cópias de texto.
HomeSite praticamente não oferece recursos para gerar código DHTML,
mas inclui algumas funções de script, ASP e CFLM (extensões proprietárias
do Allaire ColdFusion). Junto com o HomeSite, é fornecida uma cópia
do ColdFusion Express, uma versão reduzida do programa que automatiza
a atualização de conteúdo dinâmico e de base de dados.
Arachnophilia 4.0 http://www.arachnoid.com
Dentre os programas freeware para edição
de HTML e scripts, o Arachnophilia é um dos mais interessantes. Com
ele, é possível importar texto formatado e tabelas, mantendo boa parte
dos estilos, fontes e cores. Para editar o código, o usuário deve ter
conhecimento prévio da HTML, pois o Arachnophilia não faz edição visual,
apesar de fornecer meios para o usuário montar rapidamente as sentenças.
Ele também trabalha com CGI, Java, Java Script e C++. Outros destaques
são a operação Undo em vários níveis e o FTP embutido, para atualização
do site no servidor.
CoffeCup HTML Editor 8.1 http://www.coffeecup.com
Para usuários avançados, o CoffeCup
é a nossa recomendação. Ele é repleto de características desejáveis
por quem tem precisa desenhar páginas atraentes. O CoffeCup não faz
edição diretamente sobre a pré-visualização da página, entretanto inclui
assistente para formatação geral do site e cria páginas a partir de
modelos prontos ou gerados pelo usuário.
Também são muito interessantes as bibliotecas oferecidas pelo programa.
Vários scripts prontos escritos em Java, CGI e DHTML podem ser aplicados
com uma simples operação de mouse e, com os Snippets, é possível reutilizar
qualquer trecho de código rapidamente. Imagens, telas de fundo e GIFs
animados também compõem a biblioteca de recursos. Um pequeno editor
de imagem, programa de FTP, corretor ortográfico e dicionário de sinônimos
(ambos em inglês) completam o pacote.
Dreamweaver 3.0 http://www.macromedia.com
Assim,
como o GoLive, o Dreamweaver 3 é uma opção mais sofisticada, destinada
ao uso por profissionais da Web. Sites que possuem design complexo ou
conteúdo muito diversificado podem ser mais facilmente preparados por
esse programa da Macromedia. O Dreamweaver, ao contrário de ferramentas
como o FrontPage da Microsoft, não tem o propósito de gerar sites inteiros
a partir de modelos (templates) ou assistentes (wizards). Ele sequer
oferece o recurso de importação de um site via HTTP, para iniciar um
novo projeto baseado em outro, característica que pode ser muito útil
em alguns casos. Por outro lado, o Dreamweaver simplifica a criação
de sites dinâmicos, dentro de uma interface orientada a quem tem experiência
com programação visual e que pode tirar proveito de recursos pouco triviais.
Ele permite
que o usuário tenha um controle exato sobre a localização de cada objeto
na página, com a precisão definida em pixels. Um dos pontos fortes do
Dreamweaver é sua capacidade em trabalhar com uma grande variedade de
elementos externos e de personalizar o ambiente de trabalho. Com ele,
é possível incluir scripts Java, para o usuário criar novos comandos,
menus de propriedades dos objetos e até novas ações do tipo Behaviors,
que são destaques no Dreamweaver. Os Behaviors associados a elementos
de uma página disparam ações dependentes de eventos. Eles são muito
usados em sites que devem apresentar certo dinamismo, sem degradar demasiadamente
o desempenho durante a carga das páginas.
Um site
que altera imagens e menus com o simples passear do mouse sobre a página
é exemplo do que fazem as funções de Behavior. Com esse recurso, imagens
e texto não são recarregados a cada ação do mouse. Esses objetos são
atualizados por meio da execução de scripts Java. Os scripts já são
previamente programados, bastando que o usuário os insira em seu projeto.
É bastante comum encontrarmos sites que exploram o recurso para apresentarem
menus e sub-menus ou textos e imagens explicativos, conforme o mouse
aponta para um determinado objeto. O Dreamweaver trabalha com vários
tipos de mídia, para quem pretende elaborar um site com muita animação
e recursos de interação. Todas as ferramentas da Macromedia, como Shockwave,
Flash e arquivos provenientes de outros aplicativos da mesma empresa,
como Generator e Aftershock, podem ser inseridos em um site criado pelo
Dreamweaver. Ele também aceita elementos externos como controles ActiveX,
applets Java e plug-ins para Netscape.
A capacidade
de personalização do ambiente é bastante ampla. O usuário pode alterar
não só os menus, caixas de diálogo e paletas, mas também pode definir
perfis de navegadores, para aumentar a compatibilidade de apresentação
do site. Sentenças que são proprietárias de um navegador e que não funcionam
em outros são convertidas pelo Dreamweaver, quando o usuário trabalha
com esses perfis. Além disso, existe uma opção interessante no Dreamweaver
que “limpa” o código HTML gerado pelo Microsoft Word. É muito usual
entre os programadores da Web a conversão de documentos do Word em páginas
HTML. O Word, entretanto, insere sentenças redundantes e que nem sempre
podem ser vistas no Navigator. O Dreamweaver consegue, em alguns casos,
reduzir em 50% o tamanho original do código do Word. A interface do
Dreamweaver pode assustar os leigos, à primeira vista, pois foi planejada
para quem tem conhecimentos de programação.
Na área
de trabalho, os elementos podem ser arrastados de uma biblioteca ou
paleta para a página; isso inclui não só os objetos visíveis, como também
as rotinas prontas. Alternar entre as páginas de código HTML e de apresentação
é uma tarefa instantânea e funciona como na maioria dos programas. Mas
o Dreamweaver tem um recurso chamado Quick tag que permite uma rápida
edição da sentença HTML, sem que o usuário tenha que abandonar a visualização
da página. Com uma tecla de atalho, uma pequena janela de texto mostra
o código do objeto em foco. Se, durante a digitação da sentença, o usuário
se demorar, o Dreamweaver apresenta uma lista de palavras que cabem
no contexto. Muito útil é também a definição de estilos HTML dentro
do programa. Com esses estilos, é possível criar formatações de caracteres
e parágrafos, para aplicação em todo o site a partir de uma paleta.
As operações
efetuadas durante a edição da página são armazenadas em um histórico
que pode ser usado de duas formas: escolher um ponto dentro do histórico
para retornar a um estado anterior — trata-se da operação de desfazer,
em um formato mais avançado — ou selecionar uma seqüência de operações
para gravá-la na forma de script, para ser reaproveitado em tarefas
repetitivas. O Dreamweaver tem ainda características que ajudam no gerenciamento
e publicação do site e alguns recursos de comunicação para equipes que
trabalham num mesmo projeto. O produto é fornecido em versões para Windows
e Macintosh e os sites gerados em uma plataforma podem ser manipulados
na outra.
First Page 2000 http://www.evrsoft.com
Outro programa freeware que vale a
pena conferir é o First Page 2000. Seu maior destaque fica por conta
da coleção de scripts que já vêm pré-programados. Ao todo, são 450 scripts
Java, 15 rotinas em DHTML e vários efeitos do tipo Rollover, para menus
e imagens dinâmicos. A interface desse utilitário tem muita semelhança
com o HomeSite, da Allaire, mas há menos recursos disponíveis. A edição
das páginas é baseada em texto e conta com a ajuda de alguns assistentes,
modelos e a capacidade em alternar facilmente entre a edição de código
e a visualização da página.
Fron Page 2000 http://www.microsoft.com
O Microsoft
FrontPage 2000 é a melhor opção para quem deseja criar novos sites bem
rapidamente. Ele oferece modelos e assistentes que montam toda a estrutura,
com páginas e recursos necessários para cada tipo de aplicação. É indicado
para uso comercial e em sites de negócios, cuja manutenção de conteúdo
não é o fator mais crítico. A aparência do site é controlada por um
conjunto de estilos, que o FrontPage chama de tema. Esses temas, fornecidos
em grande número, definem cores e letras, imagem de fundo, entre outros
padrões, que forçam a consistência visual por todo o site. Na versão
2000, é possível redefinir um tema, alterando cores e outros elementos,
a partir de uma caixa de diálogo. O FrontPage cria barras de navegação
e as atualiza automaticamente, gerenciando os links entre as páginas
do site. Na maioria dos casos, esse recurso funciona de forma plausível.
Para
criar um botão que vá para uma página externa ao site, entretanto, o
usuário precisa fazer um pouco de malabarismo e inserir manualmente
o código. Uma das grandes vantagens do FrontPage frente à concorrência
é o idioma adotado — ele é o único inteiramente em português. Até a
correção ortográfica, a mesma incluída no pacote MS Office, está presente
em nossa língua. E, assim como ocorre no Word, os termos desconhecidos
são assinalados em vermelho, durante a digitação e edição das páginas.
Essa característica pode tanto acelerar a revisão do site antes de sua
publicação, como também evitar erros de digitação. Outros recursos que
agilizam o trabalho de quem está criando o site dizem respeito ao uso
de imagens. Na edição gráfica da página, o usuário pode inserir qualquer
imagem do clipart ou arquivos em formato BMP, sem se preocupar em convertê-los
para GIF ou JPEG, tarefa que o FrontPage faz automaticamente no momento
de gravar o site.
Pequenos
recursos de edição de bitmap também estão ao alcance no próprio ambiente
de trabalho. Para fazer ajustes de brilho e contraste ou para deixar
transparente o fundo de um bitmap, por exemplo, não é necessário acionar
um editor de imagens externo. Na área de trabalho do FrontPage, além
do editor WYSIWYG, há um navegador de recursos, semelhante ao Windows
Explorer, que serve para gerenciar as páginas do site. Quando novas
páginas são adicionadas ou quando o usuário as reordena, os links são
atualizados pelo programa. Para gravar o site, o FrontPage 2000 cria
uma pasta no disco rígido, nos mesmos moldes em que o site ocuparia
um servidor Web. Isso facilita testes locais. Alguns recursos avançados,
como a criação de fóruns de discussão e manipulação de bancos de dados
estão presentes no FrontPage.
Mas há
recursos, desejáveis por programadores mais experientes, que podem fazer
falta no editor da Microsoft. Quem prefere inserir trechos de código
manualmente ou reaproveitar scripts prontos pode sentir falta da verificação
sintática do HTML. O editor de código também não agrupa linhas de uma
mesma sentença, com a opção de esconder ou expandir detalhes, como acontece
com o GoLive ou Fusion, por exemplo. Além disso, o código gerado pelo
FrontPage é um dos mais rebuscados, com sentenças que poderiam ser removidas
sem problemas, mantendo o funcionamento do site. Outra crítica ao utilitário
da Microsoft é que o usuário é obrigado a tomar cuidados extras quando
pretende que seu site seja corretamente visível no navegador da Netscape,
eliminando tags proprietários do FrontPage. O FrontPage foi escrito
somente para a plataforma Windows.
Net Objects Fusion 5.0 http://www.netobjects.com
O Fusion
foi desenvolvido para atender à criação de sites de negócios na Web
e indicado para usuários que elaboram páginas eventuais e que não dominam
HTML necessariamente. Em parte, ele é comparável ao FrontPage da Microsoft,
pois oferece modelos para criar novos sites rapidamente. Mas tem a vantagem
adicional em poder criar sites compatíveis com uma grande variedade
de navegadores e versões. O Fusion 5.0 pode gerar códigos mais simples,
executáveis em navegadores antigos (a partir da geração 2.0 do Navigator
e similares), ao mesmo tempo em que também pode criar sites avançados
com recursos de HTML dinâmica e objetos de multimídia. Ele ainda é mais
flexível que o FrontPage na criação de barras de navegação, que podem
ser remodeladas e personalizadas no Fusion.
Um destaque
fica por conta do navegador Internet Explorer integrado, no qual basta
pressionar um botão para visualizar o site em edição, sem ter que executar
um navegador externo. É curiosa a opção de criar um novo site a partir
de um outro qualquer disponível na Internet. Nenhum outro programa foi
tão ousado como o Fusion, a ponto de permitir que um endereço HTTP fosse
copiado localmente no disco do usuário, para servir como ponto de partida
para a edição de um novo site. Agradecem esse recurso os que acreditam
que, na Web, nada se cria, tudo se transforma. Em uma janela única,
o Fusion alterna entre várias visões do site, com a estrutura hierárquica
das páginas, edição do código ou da página, lista dos arquivos, lista
dos estilos disponíveis e opções de publicação no servidor. Nessa organização,
apenas um site pode ser editado por vez. Na visão da estrutura do site,
o Fusion apresenta um mapa que mostra como as páginas estão interligadas.
O editor
HTML também mostra uma organização hierárquica do código, com agrupamento
das linhas de um mesmo conjunto de sentenças. Para navegar no código,
há dois painéis que lembram o Windows Explorer. Numa área à esquerda,
as linhas que encabeçam um grupo podem ser expandidas ou escondidas;
à direita, o código HTML recebe cores de fundo que indicam o agrupamento
de sentenças. Essa técnica é mais eficiente que qualquer outra forma
de endentação e é um diferencial do Fusion. Para tornar o site dinâmico,
cada objeto pode estar associado a uma ação. Por meio de caixas de diálogo,
o usuário define o que será feito e quando.
Mas o
Fusion é bem mais modesto do que o GoLive, na criação de interação e
recursos de multimídia, e do que o Dreamweaver, para trabalhar com menus
e sub-menus dinâmicos. O programa tem funções para publicação do site
no servidor Web, com um programa de FTP embutido, que consegue fazer
upload em segundo plano, liberando o usuário para continuar a operar
o Fusion. Com um programa adicional da NetObjects, o Authoring Server,
o Fusion pode ser usado na necessidade de gerenciamento de equipes de
trabalho e compartilhamento de tarefas. O Fusion 5.0, assim como o FrontPage,
trabalha somente na plataforma Windows, desenvolvendo sites sob o Windows
95, 98 ou NT.
Spider Writer 4.02 http://www.spiderwriter.com
Esse editor é indicado para quem tem
menos intimidade com a HTML. O Spider permite a editar sobre a própria
pré-visualização da página, em WYSIWYG. Existem algumas limitações,
como a não conversão automática de texto acentuado para caracteres especiais
da HTML e pouca flexibilidade para alinhar objetos, restrições que são
compensadas por outros recursos extras. O Spider inclui FTP, editor
de imagens e de estilos e trabalha com uma série de modelos prontos
(ou definidos pelo usuário) para criar páginas novas.
Tarantula 1.99 http://nostrumindia.com
Para desenhar páginas que possuem muitas
ilustrações e elementos de multimídia, o Tarantula é bem versátil. O
usuário edita visualmente os objetos, dispondo-os diretamente sobre
a página, com precisão em pixels. Ele inclui um editor de imagens e
mapas clicáveis, e ainda converte automaticamente os formatos PCX, BMP
e TGA para GIF ou JPEG. Em contrapartida, o Tarantula é menos flexível
para manipular o código HTML.
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